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Mostrando postagens de 2021

Algo (um app) me disse, comece com o que tem

Desde que começou a pandemia, ou até antes disso, fiquei secretamente planejando fazer algo com música. Adoro cantar desde pequena, mas é muito mais o gostar do que querer fazer algo com isso, como cantar em público por exemplo. Mas é algo que nunca me deixou, pelo menos por muito tempo.  Aí entramos num cenário onde todos estão se reinventando e se encontrando, fazendo coisas diferentes com o que gostam. Então comecei a planejar fazer um clip, todo elaborado, com a tradução da música, com cenas que falassem exatamente o que a música dizia, porque se eu ia fazer algo com o meu canto, que não é nada demais, então tem que ser algo útil para as pessoas, deveria passar um pouco sobre a língua japonesa, toda a lição que a música poderia ensinar, e aí fui colocando metas meio grandes demais para quem estava só querendo compartilhar uma coisa que gosta.  Então depois de alguns acontecimentos, depois de algumas reflexões, joguei tudo isso para o alto e falei para mim mesma, quer saber? Não est

Muito obrigada e até logo, meus vestidinhos!

Falando em poucas palavras, eu posso dizer que sou uma mulher que conquistou a auto-estima ao longo do tempo, talvez partindo do zero. Essa conquista é muito importante para qualquer um que queira viver feliz. Por isso, qualquer coisa que eu puder fazer para que, pelo menos mais uma pessoa no mundo consiga aprender a gostar de si mesma, eu farei. Talvez por isso eu esteja conectada com a dança, é uma grande ferramenta para isso... mas isso é papo para outra postagem.  O que eu quero falar hoje é sobre roupas! Eu sempre adorei sentir a mudança de estação! Matar a saudade daquele friozinho que, alguns meses atrás, era normal sentir. Ou finalmente sentir meus cabelos fazendo um leve carinho nos meus ombros, que estavam ocultos sob camadas de tecido nos últimos dias. Seja do frio para o calor ou do calor para o frio, essa transição me passa uma nostalgia gostosa, uma vontade de voltar no tempo, não sei explicar mas tenho quase certeza que não sou a única a sentir isso. E de uns anos para c

Riqueza

Venho me aventurar de novo na minha paixão que é a tradução, porém desta vez, o artigo original está em japonês. O autor é um moço chamado Mihiro Matsuda. Sua profissão é... bem, ele se autointitula como "perguntador", fazedor de perguntas, autor de perguntas, algo assim. E vem trabalhando, entre várias outras coisas, com consultoria para fazer novos negócios. Gosto muito do jeito simples dele expressar seus pensamentos, e o seguinte conteúdo, eu recebi como mail magazine.  Para saber mais sobre ele, (está tudo em japonês, se tiver interesse, eu posso traduzir mais algumas coisas, só entrar em contato comigo ou deixar um comentário, será um prazer!) aqui está o link do site dele: https://mahoq.jp/ https://shitsumon.jp/ Feitas as apresentações do autor, vamos ao artigo. Ele faz parte de uma série de emails que ele anda enviando sobre os conceitos que ele foi aprendendo e fazendo dele o que é hoje. Todo mail tem o conceito e no final uma "pergunta mágica" para refleti

5 coisas que você pára de buscar depois que descobre o seu valor

Desta vez, resolvi me aventurar um pouco em outra coisa que gosto muito: tradução.  O artigo a seguir eu encontrei no seguinte endereço: https://medium.com/the-ascent/5-things-you-stop-chasing-once-you-realize-your-worth-4a76fa83ac8a Escrito por:  Kirstie Taylor Originalmente ele está em inglês e, como eu achei muito legal o conteúdo, tive vontade de compartilhar para um pouquinho mais de pessoas. E aproveitar para treinar um pouquinho da minha compreensão em inglês.  Espero que gostem do artigo (claro, sintam-se a vontade para ler o original e, se tiver alguma crítica construtiva quanto à tradução em si, adoraria receber comentários!): 5 coisas que você pára de buscar depois que descobre o seu valor Isso tudo se resume a uma coisa que todo mundo quer na vida. Todas as pessoas têm uma ferida interna. Eu tive essa ferida. Você muito provavelmente tem. É uma ferida sobre o valor próprio. As pessoas crescem pensando que precisam provar seu valor no mundo. Que, se nos esforçarmos, nos dese

Para aquele tio que ouço desde que me conheço por gente

Fiquei sabendo que o Paulinho do Roupa Nova se foi.  Sinceramente, eu não sei praticamente nada sobre ele. Nem mesmo seu nome completo. Mas fiquei muito triste, porque a única coisa que eu sei é de qual voz do Roupa Nova ele é o dono. Eu digo “é” e não “foi”, pois eu gosto de acreditar que todos morrem duas vezes, quando morre o corpo físico e quando todos que se lembram daquela pessoa também morrem. Acreditando nisso, Paulinho ainda está vivo em cada um que cresceu ouvindo aquela voz doída, cheia de sentimento, aquela que mais combina com o eco dos auditórios dos shows deles, ressoando um “eu te amo e vou gritar pra todo mundo ouvir!”. Aquela voz que parece que vem lá do fundo. Representante das canções mais intensas da banda.  Na minha opinião, uma das representações mais bonitas sobre a dor. Aquela que muitas vezes fez companhia a corações partidos, e provavelmente ninguém admita. Aquelas que cantam a essência da beleza da mulher amada, tão intensas que conseguimos sentir que aquela